The Bride! (2026)

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Hora da aula:

Mary Shelley (1797–1851), uma escritora britânica que criou o marco do terror e da ficção científica com apenas 19 anos. (Brenda, nem ousa se comparar. A expectativa de vida antigamente era 35 anos)
Essa gatinha, mãe dos góticos e das mulheres apaixonadas e fanfiqueiras, Mary era filha de uma das primeiras feministas a lutar por direitos iguais.

Nossa amiga aqui conheceu o marido (de 21 anos na época), quando tinha 16. Para os fãs de Lana Del Rey, ele também já era casado. Grávida do então Lord Byron, deixaram juntos a capital inglesa.

Mas o fato que mais aprecio dessa gatinha é que ela guardou o coração do marido após a morte. Que classe. Diz para mim se essa mulher soube amar de menos? Olha pra cara dela e diz que você, em pleno século 21, tem relacionamentos de "baixa manutenção". 
(Há uma certa discussão se era o coração ou fígado, mas ainda era uma parte do corpo do Lord.)

Por que a aula de história antes do review? Porque esse filme me dá vontade de morder minha testa. 

Eu vi o Frankstein do Guilherme DelToro. Eu cometi esse erro de me apaixonar por aquela narrativa, fotografia, atuação, enredo...
Não é que eu esperava o mesmo de A Noiva!, mas pelo menos algo... polido.

Não posso deixar de comparar esses dois filhos da mesma mãe. O monstro do Frankstein, ao meu ponto de vista, sempre foi sobre o cientista que o criou. 
Com o poder da língua portuguesa:
O monstro do Frankstein (o monstro criado pelo Dr.); 
O monstro do Frankstein (o monstro que o Dr. Frankstein é).


Chamar o amontoado de recortes, meio morto e meio vivo, é culpabilizar a vítima!!! :)
Ironia a parte, a criação do Dr. diz muito mais sobre o doutor do que sobre ele. Ele foi escolhido entre os restos, entre os mortos. Ele foi querido, mas não por amor, por orgulho.
A criação só existe para ser resultado de uma pesquisa, resultado de algo. É como aqueles pais que têm filhos só para ter alguém para depositar seus medos e inseguranças, alguém para se vingar de tudo de ruim que foi feito, alguém para te amar incondicionalmente porque sabem que não merecem. 

O doutor é o monstro por ser narcicista o suficiente para trazer ao mundo alguém apenas com o intuíto de, no caso do conto, se mostrar capaz. 

Por isso que A Noiva! me incomodou. Porque esse orgulho, esse narcicismo, tornou-se geracional. Agora temos a criatura demandando um novo ser apenas para ser seu par.
"Ou você morre herói, ou vive o suficiente para ver se tornar vilão."

Dent, Harvey (2008)

Para mim, esse filme é um clássico exemplo de: ou você corta os problemas geracionais, ou você irá ver seus pais toda vez que se deparar com um espelho. 


Lembra que a mãe da Mary era feminista? Bacana. A criatura escolheu uma mulher morta, (que nem morta podemos descansar), para reviver e,imediatamente ser seu par. 
O filme brinca com isso. A garota (Ilda) constantemente tenta se lembrar de seu nome e só descobre depois de duas horas de filme e sei lá quantas semanas dentro da narrativa. 

Mais um ponto que me incomoda nesse filme: A "possessão" de Mary em Ilda. 
Nem é spoiler porque acontece nos primeiros 10min de filme. Qual o motivo dessa garota ficar possuído pelo ritmo ragatanga? Para ter algo a mais?
Ficou mais me parecendo que Mary Shelley fez uma fafic de self insert para dar uns pega no próprio OC.

Olha, se eu tirar a mão da cabeça, parar de problematizar, fechar o olho direito e beber umas tacinha de vinho, esse filme é engraçadinho. 
Mas não sei se vale o ingresso do cinema. 
Me deu uma vontade de pegar a diretora pela mão e dizer: você não é tão revolucionária como pensa que é. 


Fontes:
Os 3 fatos surpreendentes sobre Mary Shelley, a criadora da obra "Frankenstein"
Did Mary Shelley Really Have a Piece of Her Husband’s Heart?

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