The Bride! (2026)
(Há uma certa discussão se era o coração ou fígado, mas ainda era uma parte do corpo do Lord.)
O monstro do Frankstein (o monstro criado pelo Dr.);
Ironia a parte, a criação do Dr. diz muito mais sobre o doutor do que sobre ele. Ele foi escolhido entre os restos, entre os mortos. Ele foi querido, mas não por amor, por orgulho.
A criação só existe para ser resultado de uma pesquisa, resultado de algo. É como aqueles pais que têm filhos só para ter alguém para depositar seus medos e inseguranças, alguém para se vingar de tudo de ruim que foi feito, alguém para te amar incondicionalmente porque sabem que não merecem.
"Ou você morre herói, ou vive o suficiente para ver se tornar vilão."
Dent, Harvey (2008)
Para mim, esse filme é um clássico exemplo de: ou você corta os problemas geracionais, ou você irá ver seus pais toda vez que se deparar com um espelho.
Lembra que a mãe da Mary era feminista? Bacana. A criatura escolheu uma mulher morta, (que nem morta podemos descansar), para reviver e,imediatamente ser seu par.
O filme brinca com isso. A garota (Ilda) constantemente tenta se lembrar de seu nome e só descobre depois de duas horas de filme e sei lá quantas semanas dentro da narrativa.
Mais um ponto que me incomoda nesse filme: A "possessão" de Mary em Ilda.
Nem é spoiler porque acontece nos primeiros 10min de filme. Qual o motivo dessa garota ficar possuído pelo ritmo ragatanga? Para ter algo a mais?
Ficou mais me parecendo que Mary Shelley fez uma fafic de self insert para dar uns pega no próprio OC.
Olha, se eu tirar a mão da cabeça, parar de problematizar, fechar o olho direito e beber umas tacinha de vinho, esse filme é engraçadinho.
Mas não sei se vale o ingresso do cinema.
Me deu uma vontade de pegar a diretora pela mão e dizer: você não é tão revolucionária como pensa que é.
Fontes:
Os 3 fatos surpreendentes sobre Mary Shelley, a criadora da obra "Frankenstein"
Did Mary Shelley Really Have a Piece of Her Husband’s Heart?

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