Pedaço de eu.

A dominação dos corpos. Para o capitalismo, o corpo não é uma engrenagem biológica, onde sinapses estalam, sangue borbulha, ar corre e ácido corrói; Não. É uma máquina de produção e de produzir. 

 As mãos, o trabalho braçal, intelectual, silencioso, doloroso. O fomento, o fermento. A mente com arreios e cabresto a seguir um só caminho. Nesse caso, nessa situação, nesse momento, o amor deixa de ser química, biologia e física. É dominação. É escolha outorgada, é dinâmica retroativa. 

 O sozinho é um desempregado, um não-contribuinte, um mendigo. O sozinho é deixado, é motivo de dó e de ódio. Eu sou a internalização do Jack. Vem pra mim, seja meu. O que falta em mim, sou eu.

 Hoje é dia, amanhã é noite e o limbo, a madrugada, é onde eu mereço estar.

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