O Escritor Fantasma (2010)

 Eu não estava procurando esse filme. Na realidade, eu estava atrás de Phantom Paradise de 1974; um terror musical que estava encalhado na minha whatchlist no Letterbox.
Entre os mais diversos títulos de fantasmas, achei esse. Com o Obi Wan Kenobi e uns seis prémios na conta, decidi dar uma chance a esse drama e suspense.

Na sinopse, um escritor fantasma britânico aceita um trabalho para completar as memórias do ex-primeiro-ministro britânico Adam Lang.
Mas o projeto parece condenado desde o início - até porque o seu antecessor, o assessor de Lang de longa data Michael "Mike" McAra, morreu em um "acidente" em Massachusetts. Esse suspense vai se debruçar em enganos, traições e onde todo mundo é meio esquisito. E, como bem escrito pelos nerds da Wikipedia: o escritor fantasma logo descobre que o passado pode ser fatal – e que a história é decidida por quem permanece vivo para escrevê-la.

Não me incomoda que todos os personagens sejam meio estranhos, e que o espectador comece a suspeitar até da própria sombra, o que me incomodou mais nesse filme é a forma como as coisas são contadas. 

Sim, nós vamos descobrindo os podres de Lang junto com o escritor, mas, de alguma forma, me pareceu tudo bem corrido. Um filme de duas horas em que o final tenta exprimir e se explicar, como se não tivesse havido tempo para tal.

As atuações são boas, a dublagem brasileira também. Parece um filme estéticamente polido e com alguns recortes na ilha que se assemelhavam a pinturas daquelas que você encontra em lojas de quinquilharias. 

O que me pegou também foi, em alguns momentos, uma música que remetia a um universo fantasioso. Como se o vilão fosse uma entidade cósmica e não os Estados Unidos. Enfim, um pouco cômico se você me perguntar. 
Sinto que faltou algo, algo que, por estar faltando, não vou saber dizer o que.

O final é previsível e pouco ambicioso. Não há catarse, isso tudo bem, mas também não há nada além disso. 

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